Entenda o que muda com as novas regras do Cartão de Crédito para reduzir juros aos clientes que precisam entrar no rotativo do cartão, conhecido como pagamento mínimo

As novas regras para o uso do rotativo do cartão de crédito começaram a valer a partir
do dia 03/04/2017, com isso os clientes passam a ter restrições para fazer o
pagamento mínimo da fatura e acessar o crédito rotativo.
A
determinação foi divulgada pelo Banco Central no dia 26/01/2017 e diferente do
que ocorria antes, quem optar por pagar o valor mínimo da fatura não poderá
fazer essa opção por vários meses consecutivos.
A
restrição foi criada para evitar o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer
uma solução de parcelamento para o cartão de crédito com juros mais baratos. A
taxa de juro do rotativo encerrou o ano de 2016 com 484,6% ao ano, segundo informações
do Banco Central.
A novas
regras também serviram para reduzir a inadimplência e evitar o super endividamento
dos usuários de cartão de crédito. Sendo assim, na prática, o consumidor não
vai mais ficar preso ao rotativo do cartão, popularmente conhecido como
pagamento mínimo da fatura.
Sempre
que o consumidor entrar no crédito rotativo, depois de 30 dias o banco terá de
oferecer ao cliente um parcelamento do saldo devedor. O consumidor também fica
com a opção de, depois desse prazo, fazer o pagamento à vista. Caso ele não
escolha nenhuma das duas alternativas, ficará inadimplente.
Os
bancos obrigam-se a operar com as novas regras desde o dia 03/04/2017, data
limite para adequação. A expectativa do
governo é de que as taxas de juros caiam pela metade e o cliente fique por
menos tempo no rotativo do cartão, favorecendo assim, que o mesmo volte a
consumir e movimentar a economia.
Antes
dessas novas regras, se o cliente fizesse uma fatura de R$ 1 mil, mas tivesse
apenas R$ 150 para pagar, a dívida poderia se tornar impagável. No primeiro
mês, o saldo devedor saltaria de R$ 850,00 para R$ 948,72. No fim do sexto mês
estaria em R$ 1.708,90. Um verdadeiro absurdo e incompatibilidade com a
realidade atual da economia.
Vale salientar, que pelas
novas regras, o cliente ainda pode fazer o pagamento integral de sua dívida a
qualquer momento, mesmo antes do vencimento da próxima parcela.
Pontos importantes para análise
Com
a nova pratica de taxas menores, o valor final pago pelos consumidores ao fim
do parcelamento torna-se mais menor do que seriam com juros rotativos do
cartão. Porém, o cliente pode ficar sujeito a parcelas maiores do que pagaria
caso fizesse o pagamento mínimo da fatura por vários meses.
Remetendo
a um exemplo prático, imagine uma dívida de R$ 1 mil paga em 1 ano. Pelo
rotativo do cartão, considerando os juros médios de 4 grandes bancos do Brasil
(16,4% ao mês), o cliente que optasse por pagar o valor mínimo da fatura por 11
meses arcaria com parcelas de R$ 134 a R$ 148. Pagando o saldo devedor restante
de R$ 885,42 no 12º mês, a dívida de R$ 1 mil teria se tornado R$ 2.588.
Comparando:
considerando os juros médios já anunciados pelos bancos nas novas regras, a
dívida final somaria R$ 1.872, com 12 parcelas iguais de R$ 143,00.
Nesta
simulação consideramos a média das taxas máximas informadas pelos bancos nas
linhas de parcelamento.
Assista o Vídeo complementar para saber mais sobre as Novas Regras do Cartão de Crédito:
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